A estética das ruas em disputa: quem vandaliza quem

Esta cartografia é o trabalho resultante do curso CARTOGRAFIAS DE CONTROVÉRSIAS, ministrado por Fernanda Bruno (PPGCOM- ECO-UFRJ).

Site da Cartografia: http://cartvandalo.wix.com/vdevandalo

vdevandalo

Uma multidão tomou as ruas do Brasil no mês de junho. No embate com a multidão, o Estado esteve presente a todo momento com a ação violenta da polícia. E foi no calor das ruas que as manifestações, as pautas, os manifestantes, a polícia, a imprensa, o estado, tomaram uma forma estética, ocupando lugares de fala, inventando signos, e novas e velhas políticas. Nesse embate de forças, o vândalo aparece como um signo importante de disputa e significação. De um lado, é utilizado para desqualificar a força política do movimento, por outro é justamente a ação necessária e desestabilizadora das ruas – quem ou o que é vândalo e vandalismo se torna uma controvérsia nas narrativas e na própria estética das ruas. A proposta desta cartografia é enfrentar a controvérsia em torno de ser ou não ser vândalo, e a partir desta disputa vislumbrar a turbulência das ruas, pensar as estéticas e a política em disputa nas manifestações. Para isso, irá se concentrar em um dos eventos marcantes da cronologia das manifestações na cidade do Rio de Janeiro, a tomada da ALERJ por manifestantes no dia 17 de junho de 2013. Pensar os embates na construção do signo “vândalo” em torno de um evento é pensar um modelo das disputas estéticas que estão se fazendo e refazendo quando a multidão toma as ruas – pensar o diminuto para pensar o imenso.

Site da cartografia: http://cartvandalo.wix.com/vdevandalo