O conceito recorrente de commons se elabora sobre a ideia de que, em nosso mundo atual, a produção da riqueza e a vida social dependem em grande medida da comunicação, da cooperação, dos afetos e da criatividade coletiva (Negri e Hardt). O “comum” seria então os ambientes de recursos compartilhados, que são gerados pela participação de muitos e que constituem o tecido produtivo essencial das metrópoles contemporâneas. Se fizermos fazemos esta conexão entre o bem comum e a produção, temos que pensar na economia política, no poder, nos rendimentos e nos conflitos.

No entanto, devido a tradição do privado e do público, da propriedade e do individualismo, é difícil enxergarmos a propriedade coletiva com nossos olhos do final do século XX. Propomos, portanto, uma busca ao bem comum, por meio de um processo de mapeamento. Entendemos a cartografia, segundo proposto por Deleuze e Guattari, e como artistas e ativistas sociais a têm a usado durante a última década, como uma atuação que pode se converter em uma reflexão, uma obra de arte, uma ação social.

O Rio de Janeiro, uma das metrópoles historicamente em estado de exceção, onde os recentes protestos apontam para a mobilidade urbana como um bem comum e reivindicam o direito à cidade, uma cidade que se tornou rebelde (Harvey), é o objeto deste projeto de mapeamento.

http://mappingthecommons.net/mapeando-o-bem-comum-de-rio-de-janeiro/

Bibliografía básica:

Commonwealth. El proyecto de una revolución del común, Michael Hardt y Antonio Negri.

Ciudades rebeldes. Del derecho de la ciudad a la revolución urbana, (capítulo 3. La creación de los Comunes Urbanos), David Harvey.

Mapping the Urban Commons. A new representation system for cities through the lenses of the commons, Demitri Delinikolas, Pablo de Soto, Daphne Dragona.

Programa 2013 (*):

09/10 – 11 a 13h. Apresentação da hipótese, o método e os resultados e vídeos produzidos nas oficinas de Mapeamento do bem comum em Atenas e Istambul. Apresentação das ferramentas e plataformas para trabalho online: pads, parámetros, fanpage, e grupo nas redes sociais, e mapa -próximamente-. Lugar: CPM ECO UFRJ. (*)

10/10 – 14 a 18h. Seminario Metrópoles globais, Cidadanias Insurgentes. Sala de Cursos, Casa Rui Barbosa. Rua São Clemente, 134 – Botafogo, Rio de Janeiro.

16/10 – 11 a 13h. Apresentação dos grupos de trabalho para o mapeamento, e primeras parametrizações. Lugar: CPM ECO UFRJ.

18/10 – 18 a 20:30h. Reunião para avançar o mapeamento e definir comuns para ser trabalhados. Lugar: Casa Nuvem. (*)

23/10 – 14 a 18h. Seminario O que pode a cidade?. Semana de Arquitetura e Urbanismo da UAU / UFF. Campus da Praia Vermelha/UFF, Rua Passo da Pátria, 156 – Auditório da EAU/UFF, Niteroi.

5/11 – 10 a 13h. Creaçao dos grupos de trabalho. Apresentação dos resultados parciais da produção de videos e parametros sobre os bens comuns da cidade. Lugar: MediaLab.UFRJ.

29/11 – 9 a 11h. Recogida do Premio Elinor Ostrom, Universidad de Buenos Aires.

04/12 – 11 a 13h. Apresentação dos resultados parciais da produção de videos e parametros sobre os bens comuns da cidade. Cada grupo apresenta seus videos e parametrizações. Correçoes e comentarios finales. LUGAR: CPM ECO.

14/12 – 14h. Apresentaçao do projeto no Encontro de Videoativismo Radio Interferencia UFRJ.

17/12 – Publicaçao de artigo de 10 paginas no livro coetanea dos protestos.