// INTERSECTIONAL CONFERENCE 2020 : CHAMADA DE TRABALHO! ENVIO DE RESUMOS ATÉ 15 DE NOVEMBRO!! Inscrição gratuita.

12 de novembro de 2019

CHAMADA DE TRABALHO! ENVIO DE RESUMOS ATÉ 15 DE NOVEMBRO!! Inscrição gratuita.

I CONFERÊNCIA INTERSECCIONAL 2020: Encarceramento e sociedade.

De 29 a 31 de janeiro de 2020, na Faculdade de Letras da Universidade de Coimbra, Portugal.

Conferencistas confirmadas: Ruth Gilmore (NYU) e Shahd Wadi (Palestina)

A coordenadora do MediaLab.UFRJ, Fernanda Bruno, estará coordenando o Grupo de Trabalho 5 Tecnologias de vigilância e controle: perspectivas descoloniais e interseccionais.

Os estudos sobre tecnologias de vigilância e controle vêm sendo marcados, nas últimas três décadas, por uma forte interdisciplinaridade, cruzando campos como a sociologia, a comunicação, a antropologia, o direito, os estudos culturais, a geografia, o urbanismo, a filosofia da técnica, a ciência da informação etc. Sobretudo após os atentados do 11 de setembro de 2001, uma agenda global tem se consolidado em torno questões relacionadas à privacidade e à proteção de dados pessoais no espaço informacional e no espaço urbano, à generalização das políticas securitárias e anti-terrorismo, ao monitoramento das ações e interações sociais em plataformas digitais, a processos automatizados de captura e análise de rastros digitais etc. Mais recentemente, as estreitas relações das tecnologias de vigilância e controle com o capitalismo contemporâneo e as formas de governo neoliberais têm sido ressaltadas em diversas publicações, assim como os procedimentos algorítmicos de controle da conduta. Neste âmbito da governamentalidade algorítmica (Rouvroy, 2017) e do capitalismo de vigilância (Zuboff, 2018), alguns trabalhos cruciais vêm apontando a presença de processos de discriminação racial, de gênero e/ou de classe (Eubanks, 2018; Noble, 2018; O’Neil, 2016). Além disso, relevantes pesquisas atuais reivindicam uma perspectiva atenta às questões raciais e feministas no campo dos estudos de vigilância (Browne, 2015; Dubrofsky and Magnet, 2015). Tais perspectivas ainda são, contudo, minoritárias. Apesar de os alvos privilegiados das tecnologias de vigilância e controle serem, historicamente, os povos originários, as mulheres e as populações negras e pobres, há ainda poucas pesquisas sobre o tema. Do mesmo modo, embora os estudos sobre tecnologia e sociedade contem, recentemente, com uma forte presença de perspectivas feministas, o campo mais específico de pesquisas sobre tecnologias de vigilância e controle ainda é relativamente carente de abordagens feministas e interseccionais. O mesmo vale para perspectivas descoloniais (Arora, 2019), ainda pouco presentes neste campo. Este Grupo de Trabalho visa, assim, convidar ao fortalecimento e à ampliação do debate intersecional e descolonial em torno das tecnologias de vigilância e de controle, tendo em vista tanto as suas matrizes históricas quanto os seus desdobramentos contemporâneos.

 

Veja mais sobre o evento em: https://ces.uc.pt/pt/agenda-noticias/agenda-de-eventos/2020/encarceramento-e-sociedade/apresentacao-26598?fbclid=IwAR0fhvZ_bUMlmDIrtnEpfk2whtVFFH5YNVADgwI3ahwsyJEfb-bPUKtrZ6g


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